Skip to content

Armas silenciosas

Doblenaut - Andrew & Matt McCracken
Se eu acreditasse em teorias da conspiração, até ia achar que a continuação da greve dos estivadores, as discrepâncias de informação por parte do governo e da Troika, o desespero em instalar câmaras de vigilância na Assembleia, se enquadram em processos tidos por testes de choque económico para aumentar a desorientação das massas.
Corre pela net um texto – falsamente atribuído a Chomsky – carregado de equações para demonstrar estudos de engenharia de mercado, com o objectivo de adquirir o conhecimento necessário para definir a economia pública; prever as mudanças; e convencer as pessoas que certos «especialistas» – talvez elevados comissários – deveriam tomar o controle do sistema e restabelecer a segurança.

   Encontrado por aqui – Chama-se Armas silenciosas para Guerras Tranquilas – também encontrado no Behold a Pale Horse de William Cooper (1991) de par com arrojados segredos sobre os OVNI e o assassinato de J.F.K.

Poderia assim entrar numa nova categoria de ficção – a económico-política. Mas lá dizia o meu amigo Oscar Wilde: a vida imita a arte.    Segundo esta narrativa deste autor anónimo, haveria truques para provocar artificialmente choques económicos com o objectivo de desestabilizar as populações, alterar os comportamentos da economia, orçamentos e hábitos de consumo familiares. Entre as várias possibilidades, listam-se:

– educação deficiente em matemática e lógica

– excessos de crédito ao público

– aumento súbito do preço de um produto básico, como a gasolina ou alimentos

– epidemias

– o desemprego

– mau funcionamento de serviços públicos (água, lixo, etc.)

– as greves em áreas de serviços de transporte rodoviário essenciais

Estudam-se então as respostas psicológicas das massas, cuja confusão será aumentada por:

– informações contraditórias e más notícias na tv

– programas televisivos estupidificantes

Ficariam então os nossos heróis, engenheiros económicos, a observar as ondas de choque que resultam dessas alterações, e como tentará o público-ratinho-de-Laborit fugir, ou reagir aos seus problemas.

Um enredo épico, ou diria mesmo trágico – se não houvesse crianças a desmaiar de fome nas escolas, na Grécia, e já por cá também.

Social

Comments

Comments are closed.

Related posts

Scroll to top