Migrant Mother - Dorothea Lange 1936

«Mãe Migrante» (1936) – Dorothea Lange (1895-1965)

«Canção da mãe velha»
Levanto-me de madrugada, ajoelho-me e sopro
Até que a semente do fogo cintile e brilhe
E depois tenho que esfregar, cozer e varrer
Até as estrelas piscarem a espreitar;
E as jovens deitadas sonham nas suas camas
Com fitas a condizer nos colos e cabelos,
E passam os dias na ociosidade
E suspiram se o vento lhes desgrenha uma trança:
Enquanto tenho que trabalhar porque sou velha,
E a semente do fogo fica fraca e fria.

William Butler Yeats, The Wind Among the Reeds (1899) [Trad. H. Barbas 2012]

«The Song Of The Old Mother»
I rise in the dawn, and I kneel and blow
Till the seed of the fire flicker and glow;
And then I must scrub and bake and sweep
Till stars are beginning to blink and peep;
And the young lie long and dream in their bed
Of the matching of ribbons for bosom and head,
And their day goes over in idleness,
And they sigh if the wind but lift a tress:
While I must work because I am old,
And the seed of the fire gets feeble and cold.

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