Tão pós-modernista

Post-Modernism no Victoria & AlbertPasse  a snobeira, as grandes exposições inglesas que tive oportunidade de ver em recentes tempos foram uma barretaça. Os ingleses habituaram-nos aos grandes painéis históricos e cronológicos, cheios de fidelidade e fidedignidade. Quando se lembram de fazer as coisas à francesa – em abordagens temáticas – a água abunda.

Descobri há pouco uma excepção, em que os dois sistemas misturados dão um resultado exaltante: Post-Modernism – Style and Subversion 1970-1990, que estará disponível até 15 de Janeiro de 2012 no Victoria & Albert. Não é muito grande, nem tem muitas peças, mas a combinatória e o percurso pelos vários espaços conseguem dar uma perspectiva fascinante sobre um movimento que sempre achei que não o era. Parte – e partem – da arquitectura, mostrando as fontes (renascentistas) que são parodiadas por Hans Hollein e Ron Rad, por exemplo. E isto estabelece um eixo que permite entender as restantes paródias e pastiches. Passando – naturalmente – por Andy Wahrol, e dando um peso inesperado a Grace Jones. O catálogo é para venda, mas cedem on-line um documento para professores (teachers resources) que resume bem o que se pode ver.

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