Pesadelo

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Ontem à tarde tive um pesadelo tão esquisito. Sonhei que estava na Pastalândia e que um orçamento muuuuito estúpido tinha sido aprovado.  Era na toca de um coelho – que não era branco nem usava relógio – que dizia que mandava, mas era mentira. Servia a outros senhores. Havia um que ninguém queria e não conseguiam mandar embora – porque dominava o Monstro dos Dóciés: muuuuitos e enooooormes sobre todos. Assim, quando um senhor magrinho e silencioso achava que era presidente da toca do coelho que não era branco, o senhor que ninguém queria chamava o Monstro dos Dóciés que desarquivava um na letra B, e o senhor silencioso ficava ainda mais calado. Quando um senhor que achava que mandava e pertencia ao governo em coligação porque era ministro com muitas pastas e queria tomar uma atitude, o senhor que ninguém queria e não conseguiam mandar embora chamava o Monstro dos Dóciés que desarquivava um da letra S – e lá vinham os Pastalandiários cheeeios de títulos da batalha naval sobre submarinos ao fundo. E o visado com muitas pastas descobria que era melhor tomar água das pedras. Na Pastalândia havia eleições, e era obrigatório aos candidatos correrem em círculos, por isso eram sempre os mesmos. Também havia uma Assembleia cheeeeia de pastéis – mas não eram de nata, nem tortas. E houve uma manifestação em que pastalandeses levaram almofadas para arremessar à polícia cá fora. E lá dentro, quando uns deputados achavam que mandavam e que podiam votar a favor dos pastalandeses que os tinham eleito, lá vinha o senhor que ninguém queria e não conseguiam mandar embora pô-los na ordem, e corrigir a redacção. Cortem-lhes a cabeça. E acordei.

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