Os pulgões

Dando continuidade às metáforas sobre a fauna, falemos dos pulgões e das formiguinhas. Os pulgões passam o tempo a sugar a seiva de plantas, aproveitando os aminoácidos e excretando a glicose pelo abdómen, que as formigas lambem. Como o açúcar é um alimento importante para elas, tratam bem dos pulgões e das respectivas crias. Chegam a ter manadas dentro dos formigueiros. Mantêm-nos limpos e protegidos de predadores eventuais (como as joaninhas). É uma protocooperação desarmónica, uma forma de esclavagismo porque os pulgões ficam dependentes das formigas – se estas os abandonarem, morrem porque deixaram de saber sobreviver no mundo natural.

Pulgões

Moral desta fábula ecológica é que os empréstimos (todos, de todos os tipos) transformam-nos (pessoas e nações) em pulgões (bolsistas e bancários) – alvo desta nova forma de escravatura que se pretende sem fim. O problema é que os pulgões estão a reformar-se mais cedo, a ter menos crias e, sem seiva, deixam de poder cumprir a sua função.

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