Diário da Grande Guerra

A Guerra  de 1914-1918 fascina também pela quantidade de modernices que inesperadamente acontecem. É declarada a 28 de Julho por telegrama. Nela se usam os primeiros aviões (Deperdussin B) para atacar dirigíveis (Zeppelins) e submarinos (U-20) – Portugal tinha um, o Espadarte. Nela dispararam as primeiras metralhadoras Lewis, obuses e morteiros. Outra novidade foi o recurso ao gás como arma química. Sei que o meu avô andou por lá, e veio com problemas pulmonares, dizia-se que era do gás de mostarda, mas afinal terá sido de cloro. Uma industrialização da morte sancionada pelo Falcão, Mundo de Aventuras e a violar todas as Convenções de Haia.

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Está a receber a atenção que merece por via do trabalho da Biblioteca Nacional num sítio dedicado aos centenários, onde vão sendo disponibilizados documentos de época relacionados com a participação portuguesa. Tem uma timeline que permite escolher jornais ou outros textos por data. Arquivos em rede dão acesso a informações inesperadas – ler a página 5 do jornal O Zé de 31 de Agosto, parece que não saímos de 1915.

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