Cesariny & Pessoa-Campos (bons começos)

Ah, abram-me outra realidade! Quero ter, como Blake, a contiguidade dos anjos E ter visões por almoço. Quero encontrar as fadas na rua! Quero desimaginar-me deste mundo feito com garras, Desta civilização feita com pregos. Quero viver como uma bandeira à brisa, Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer! – Depois encerrem-me […]

Bradbury e Lodge – já clássicos

Malcolm Bradbury & David Lodge foto de Paul Morby 
http://malcolmbradbury.com/fiction.html

Querelas entre artes e ciências a partir de “clássicos”: Cortes de Malcolm Bradbury, e Um Almoço nunca é de Graça, de David Lodge (lidos em 1990). Uma das grandes preocupações do romance inglês dos anos oitenta tem sido a política económica dos cortes orçamentais tatcherianos (“honrosamente” imitados pelo continente). A par, ou como consequência, vem […]

Sobre o Dinossauro de José Cardoso Pires

José Cardoso Pires - Dinossauro Excelentíssimo

«No Reino dos Mexilhões Há muitos romances sobre o que era Portugal antes do 25 de Abril. Alguns foram aparecendo no depois. Mas quem conta o estado do Estado na eminência da Revolução, quem dá o retrato do momento imediatamente anterior e esboça uma situação ridícula de podre é Cardoso Pires, magistralmente, em Dinossauro Excelentíssimo. Publicado em Maio de […]

O português em Macau

Porque parece que o português vai estar de novo em voga em Macau, recuperei um artigo escrito para o Expresso em  1998 – no ano anterior à Devolução – a delinear dificuldades e paradoxos. Quando saber português era literalmente vital. «O problema do português em Macau – como todos os problemas da relação entre os […]

Ramos Rosa em 1988

António Ramos Rosa (1988) Expresso

«Data de 1958 o primeiro livro de Ramos Rosa, O Grito Claro,­ cumprindo agora o autor trinta anos de percurso poético. É um longo caminho de exploração da linguagem, de demanda, não apenas artística, mas também de auto-conhecimento, que vêm a ser­ compensado com o prémio Pessoa. Poeta modernista, tenta libertar as energias expressivas­ reprimidas, tornando-se […]