O logo acima pertence(u) a uma campanha da Rede Globo/Bahia para o ano de 2017 – representa o símbolo adoptado para o combate à violência contra as mulheres. A história da escolha deste dia 25 de Novembro tem uma base política e de assédio sexual – o assassínio das três irmãs Mirabal em 1960. Há muitos estudos e estatísticas de várias associações  internacionais e nacionais. No quadro abaixo o Público resume um relatório da APAV acabado de sair – todos a constatar os aumentos sempre crescentes dos ataques.

As estatísticas centram-se em vários indicadores – faixa etária, raça, situação conjugal, escolaridade, renda mensal, ocupação, formas da expressão da violência, tempo da violência vivida, etc., etc., etc. Mostram. Procuram dar sentido a um quadro de horrores mas, na verdade, não chegam a conclusão nenhuma. Há uma “média” das idades, do estatuto social, do tipo de agressor – mas esta percentagem não permite que as outras, fora da “média”, não estejam também a correr os mesmos riscos: resumindo, TANTO FAZ. Na maioria dos casos basta mesmo e apenas ser mulher.

E há ainda as outras violências não abarcadas pelas estatísticas das facadas e olhos negros que só deixam marcas invisíveis: a violência psicológica, a violência moral, a violência financeira, como bem resume o quadro abaixo de Taís Araújo.

Por isso, e resumindo, queremos mesmo é RESPEITO.